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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Mais sabor!

Deliciosa, cremosa e saborosa para uns, perigosa e calórica para outros.... mas quem vive sem manteiga? Ainda que não esteja na mesa do café da manhã, ela vai estar lá: no preparo da comida, no bolo caseiro, na pipoca do cinema. É base para tantas receitas que até perco a conta, e está por toda a parte. Que me desculpem os vegans, e os que estão de dieta e afins, mas ela é essencial. Nos dá a vitamina A, D e E, é digerida mais rapidamente que todas as outras gorduras, para crianças e adolescentes é indispensável à formação do sistema nervoso, e pelas suas qualidades gustativas, estimula o apetite. Mas cá pra nós, eu estou mesmo escrevendo sobre manteiga?
Hoje troquei mensagens com um amigo, que perguntava sobre a vida. Dizia ele que "ou se jogava e se decepcionava, ou se resguardava e não vivia..." e queria uma alternativa. Ah, como se resguardar da vida, disse a ele... Como é possível se poupar de tudo que ela traz de novo, de inédito, de assustador ou de engraçado? De que jeito poderíamos passar nossos dias, tentando prever, controlar ou ajeitar de forma que pudesse ser mais fácil ou até mesmo viável que nunca nos magoássemos ou sofrêssemos? Até onde restringiríamos nossos passos e escolhas para não ingerirmos os problemas?
Mas, nisso tudo, a questão me parece muito fácil. A manteiga é a resposta. A manteiga é como o amor. Assim como não dá para viver sem a gordura que a manteiga possui, é impossível viver sem amor. Se é saudável? Provo que sim, com base no que a medicina diz. E o amor também é. E provo com as declarações de milhões de pessoas, com todos os livros e filmes e cartas e canções e peças e shows que falam de amor e do que ele faz com cada um. Tanto um quanto o outro, claro, precisa de medida. Manteiga demais entope, amor demais sufoca. Sua avó já dizia que bolo que leva muita manteiga ou sola ou fica enjoativo e pesado. Seu namorado ou sua parceira já devem ter te dito que amor demais é grude, e enche o saco. E há o extremo oposto: se usamos de menos, nos dois casos, a vida fica insossa e falta o que ambos trazem para a vida: energia, estímulo, sabor. Nada pior que uma comida sem sabor e que não faz bada de bom por você. E poucas coisas são tão tristes e cansativas do que estar numa relação sem que o sentimento seja forte e apaixonado.
Se há ou não gente por aí que vive sem manteiga ou se entope dela, eu nem questiono. Mas me importo com isso sim e quero muito dizer ao mundo que todos devem comê-la na medida certa. Não tem receita, cada um sabe de si, mas acredito que cada um percebe se extrapola ou se deixa a desejar, né? E se não percebe, por que não perguntar a quem está ao seu redor, que gosta de você e se preocupa com seu bem-estar? Assim como buscamos o médico para rever nossa dieta, podemos procurar nossos queridos e escutar sua opinião a respeito de como vivemos o amor no nosso dia-a-dia. Como disse, não tem receita, mas quando estamos fora daquela margem ideal, é fácil alguém notar.
Não esquece, então: passe manteiga nessa vida!

1 notinhas:

Eu Hein Natasha disse...

Nossa feibi, mto legal, seu post sobre o sabor da vida, e analogia com a manteigaq torna as coisas mais gostosas tb é bastante inteligente. Não ia escrever essas coisas ensossas sobre txt, não, mas acho q assim como a manteiga e o amor, elogios tb são bons na medidad certa. Seu txt mereceu td minha manteiga, amor e elogios.
A-muaah!
=D