sexta-feira, 24 de julho de 2009

Pensando...

...nas relações e em como elas se dão.... como começam e como acabam... aí eu fico pensando em tudo decorrente disso: nas pessoas que se conhece, e nos hábitos que se adquirem, nas manias e nas brincadeiras, nos lugares que se conhece junto e nas coisas que se emprestam ou que se deixa na casa do outro... no que se ganha e no que se doa. e qd acaba, penso em tudo que tem que ser devolvido, e em tudo que muda, e em tudo que deixa de rolar, e em tudo que deve ser alterado... se relacionar é tão fácil, mas envolve tanta coisa!
É quase sempre uma relação de amor.... amor de pele ou de alma, amor de sorriso ou de choro, amor de sol ou de chuva... É fácil, mas dói. É bom, mas é ruim, mas é bom!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sol lindo e frio demais!

Ah, vou dizer... a parte boa de trabalhar em casa é não ter que sair nesse friozinho sem-vergonha que está lá fora, e poder ainda assim admirar o sol deslumbrante que bate em minha varanda. Claro, ficar de pijaminha parece uma opção indispensável, mas se estou trabalhando, mantenho o banho e a troca de roupa pela manhã, que é para dizer para mim mesma que é trabalho de verdade, e não é preguicinha diária.
Daí, todo dia me levanto e luto contra a vontade de ficar enroscada em minha cama, com meu gatinho ronronando ao meu lado, para ir à luta e garantir o dindim do mês. Mas isso não tem sido o suficiente.... as notícias ruins chegam, a pasmaceira da vida, que parece que estagnou com a crise, e as coisas que acontecem ao nosso redor, com amigos e com pessoas alheias ao nosso dia-a-dia, parecem tirar o ânimo e até mesmo o valor dos meus valores. O que me é suficiente, afinal? Ter minha própria casinha e um volume de contas razoável, ralando para me manter, ou dividir um cafofo com amigos e viver apertadinho, com contas mais amenas? Ter o emprego ideal ou qualquer um, que me mantenha?
Independentemente disso (esse assunto voltará em outro post), algo ainda maior me preocupa muito mais: as entrevistas. Sim, aquelas para as quais você espera ser chamado sempre que encaminha seu currículo ou seu portfolio, ou manda para algum amigo que pode te indicar para alguém bacana. Na verdade, o problema já começa aí. Será que o material que você mandou era bom, estava adequado, focado e claro? Sua escolha por essa ou aquela vaga estava certa? E se estava, então por que ninguém te chama para a tal entrevista?
Ah, tá, tem a tal crise. Hum... sei.... Sinceramente, não acredito nisso. A crise esta aí, claro, os jornais não nos deixam ignorar isso. Mas o fato é que, na minha singela e modesta opinião, não é feita uma triagem decente ou pelo menos minuciosa em currículos, portfolios, etc. Os candidatos ficam boiando num mar de oportunidades, esperando que um anzol qualquer os escolha. Falo isso por mim também. Não perco meu tempo enviando minhas referências para qualquer lugar; penso no meu perfil, no perfil da empresa escolhida como alvo, nas minhas capacidades e no trabalho que pode ser desenvolvido. Claro, escolho primeiro as empresas dos meus sonhos, aquelas onde eu ficaria igual "pinto no lixo"; logo depois as que teriam um trabalho estimulante para eu fazer, onde eu poderia crescer mais como profissional; por último, aquelas onde eu trabalharia por grana mesmo e onde, quem sabe, acabaria gostando muito de estar. Ou seja, de uma forma ou de outra, eu só me candidato onde vou dar tudo de mim para fazer um trabalho impecável e crescer profissionalmente.
A maioria faz isso. Tem muita gente boa por aí que não chega a ter a oportunidade de ouro de sua carreira, e ao mesmo tempo eu vejo (e conheço) uma "cambada" que está no lugar dessas pessoas, fazendo um trabalho meia-boca, fraco e sem dinamismo ou competência. Eles às vezes chegam a ganhar uma grana alta por isso, enquanto muito profissional bom trabalharia como estagiário até, só para ter o prazer de mostrar suas habilidades e estar inserido num contexto criativo e produtivo. Só que, enquanto a chance não aparece, e a entrevista não é nem marcada, o potencial dessas pessoas fica em segundo plano, a ansiedade toma conta, a criatividade adormece e não é mais capaz de gerar idéias salvadoras. E aí, meus caros, o mercado empobrece.
Poderia ficar desfiando esse rosário aqui por horas... aliás, por muitas e muitas linhas. Mas isso é desperdício de tempo e de potencial. Então, se você está lendo isso, pense junto comigo: sabe aquele amigo que você acha incrível, super inteligente, que sabe de tudo nessa vida? Indique ele para alguém que tenha um negócio bacana. Mesmo que ele não sirva, peça para esse alguém indicá-lo para outro, e assim por diante. Divulgue aqueles que você sabe que são competentes, corretos, monte sua network, acione seus contatos. Pode não dar em nada, mas também pode mudar tudo!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Seja assim messss....

Do divertido
Hoje Vou Assim!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Reconectando.

Olha, eu preciso dizer: a vida anda uma loucura. E pior, uma loucura fora de controle, que nem bagagem perdida em esteira de aeroporto, sabe como? Queria mais tempo. Queria mais fôlego. Mas não dá, não tem, não posso.... e aí, como faz?
Percebo que quando as coisas não estão no prumo certo, daquele jeitinho que deixa a gente feliz, ou pelo menos satisfeita por enquanto, que o melhor é começar de novo. Tal qual carta que a gente escreve e não está boa, que é melhor começar outra do que tentar remendar. Eu faço isso com certa calma; chuto tudo para o alto e parto para novas metas, novos caminhos. Dá medo, claro, dá até coceira no pescoço, que mais parece aquelas brotoejas de infância. Mas uma hora passa. Quero dizer, se você escolhe um caminho para seguir, se mantem firme naquilo e corre atrás de realizar o que se propôs. As coisas acontecem para quem quer fazer acontecer. Ou não?
Será que dá certo, se tem crise econômica no mundo? Será que dá certo, se está na época daquelas gripes-esquisitas-com-nome-de-bicho e rola um pânico geral? Será que dá certo, se você acabou de acabar uma relação e precisa ficar no casulo, enrolada no edredon em casa, curtindo a fase?
O fato é que sempre tem milhares de coisas acontecendo, tudo ao mesmo tempo, e cada fase de nossa vida tem aquele momentinho "pára o mundo que eu quero descer". Mas o fato é que o mundo, a vida, o relógio, nenhum deles vem com freio de mão. O mundo está sempre rodando, a vida acontecendo, o relógio correndo (e cada vez mais rápido!). Somos obrigados a achar formas de minimizar os problemas, maximizar os dias, ampliar os círculos e criar novas realidades. Isso cansa, estressa, irrita, e esgota, e não tem receita para aliviar esse peso. Mais fácil resmungar (não é?)....
Tenho feito isso bastante. Uma droga. Deixa a gente velha, enrrugada, uma chata de galocha. E não é só isso; quando optamos por deixar o cansaço nos vencer e ficamos a resmungar, não notamos que a cada resmungo, um sonho é posto de lado, ou até jogado fora de vez. Lembre disso: um resmungo a mais = um sonho a menos. Simples mesmo. E assustador.
Eu, aqui, continuo sem ânimo e resmungando.... mas baixinho, para que os meus sonhos não fujam, apenas fiquem escondidos nas gavetas para serem achados daqui a pouco. Não achei as respostas todas, mas achei um fato que não dá mais para ignorar: o tempo de intervalo acabou. Não dá mais para segurar a vida, vestida de pijama e arrastando os chinelos. Não tem mais como achar que virei pára-raio dos azares da vida, até porque isso nem existe. Tem é que mudar os planos, fazer acontecer de novo. Ninguém vai parar a crise ou as dores do dia-a-dia só por minha causa, não é? Então, "simbóra"! Vou me plugar na vida de novo!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Da amiga que eu amo. Pro meu coração.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Tempo.

Inspiração. Algo essencial para nos conduzir na vida, nos dar motivos para rir ou para seguir em frente, para alçar novos vôos ou sonhar. Meus dias têm sido longos e difíceis, por alguns motivos que nem vale citar, mas o que me incomoda é a falta de inspiração. E não é porque gostaria de estar alegre e saltitante, não. (Se bem que.... afinal, quem não quer isso?) Mas porque acredito que, inspirados, levamos a vida de forma mais bonita, mais leve, mais fácil; buscamos soluções, enfrentamos tempestades, seguimos em frente, rimos das besteiras que fazemos, animamos a todos, acreditamos nos dias de sol.
Não tenho escrito aqui. Não só aqui, mas em lugar nenhum. Minha alma está irriquieta, meu espírito em soluços, meu coração apertado. Peço desculpas aos meus leitores lindos, mas preciso recobrar o fôlego. Minha introspecção é necessária, pois em silêncio fica mais fácil de escutar os passinhos da inspiração chegando de novo.
Volto logo, com o sorriso, o sol e os meus muitos pontinhos...........

quarta-feira, 25 de março de 2009

No escurinho!

Vamos lá. Quem me conhece sabe que eu bem estou tentando ser uma pessoa mais consciente e sustentável. Sei que estas palavras estão até batidas, a gente já está se cansando de ouvi-las - quem manda os ecochatos serem tão repetitivos? - mas estão em pauta e é preciso se mobilizar sim, dentro do que cada um dá conta de fazer. Vocês ouviram bem: nada de comer o caro alimento orgânico, se não tem dinheiro sobrando para pagar as contas, e nem pense em luz solar se não há como fazer esse investimento sem falir....
Mas vamos e convenhamos, às vezes aparecem umas idéias charmosas. Como a que recebi ontem, por torpedo, em meu celular. Lá vai:
"Participe da Hora do Planeta. Dia 28/03, das 20:30h às 21:30h, apague as luzes como um ato de mobilização contra o aquecimento global."
A iniciativa, feita aqui pela WWF Brasil, é uma idéia bacana, simples e que, como todo protesto coletivo, costuma chamar a atenção e dar em alguma coisa. Pensa nisso. Eu vou participar - já me cadastrei e tudo -, até porque será uma oportunidade e tanto para ficar de mãozinhas dadas com meu alguém especial, ou para um jantar romântico à luz da lua.... E percebendo o céu lindo sem as luzes ofuscando, aproveitando o momento pra conversar e ver como é bacana parar um pouco a correria de todo dia. Sinceramente, o que conta na minha opinião é a coletividade, todo mundo junto pensando nisso por 60 minutos. Não dói ajudar, então.... por que não?

terça-feira, 17 de março de 2009

Dos milagres.

MILAGRE - substantivo masculino
1 ato ou acontecimento fora do comum, inexplicável pelas leis naturais
2 acontecimento formidável, estupendo
3 evento que provoca surpresa e admiração
4 tipo de drama medieval edificante, baseado na vida dos santos e seus milagres
5 qualquer indicação da participação divina na vida humana
6 indício dessa participação, que se revela esp. por uma alteração súbita e fora do comum das leis da natureza
7 objeto de madeira ou cera, freq. a reprodução de uma parte do corpo, oferecido aos santos em cumprimento de uma promessa
8 representação pictórica legendada do fato que originou a promessa, oferecido aos santos como pagamento de seu cumprimento
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Quando me pego falando ou pensando em amor, como fiz e faço na maioria das coisas que escrevo e penso, percebo o amor representa um milagre diário e constante na vida. Por quê? Já pararam pra pensar no quão é difícil conviver, conciliar, compartilhar, ceder, compreender, cooperar alguém? Como é extremamente complexo estar vivendo junto de alguém e não enlouquecer com todas as variantes que nos cercam? Por exemplo, falamos a mesma língua, com o mesmo sotaque e com as mesmas gírias que alguém com quem convivemos. Tratamos dos mesmos assuntos, temos os mesmos interesses, frequentamos os mesmos lugares. Ainda assim, vai tentar escolher um sabor de pizza numa sexta á noite!! Quanta dificuldade! Combinar os sabores, então, quase vira guerra (ou é preciso tirar no palitinho)!!
Estava agora mesmo falando na internet com uma pessoa muito querida. Mas como estava complicado da gente se entender! Um fala uma coisa, o outro outra coisa, às vezes ambos falam da mesma, e cria-se uma confusão que parece inacreditável.... E o pior, é que dói, porque gera uma indisposição horrorosa.
Mas o fato é que, continuada a relação, seja ela de que espécie for, mantém-se o amor permeando cada um dos momentos, e aí... voilà! O milagre volta a acontecer, e se dá com uma clareza tão imensa, que nos deixa aptos a permanecer interagindo dia após dia.
O que eu quero dizer com isso é que algumas partes do que fazemos todos os dias podem ser independentes de nossa emoção e dos valores e vivências que temos, mas nenhuma delas pode ser desassociada do amor, esteja ele em prática naquela fração de segundo ou não. Esse sentimento tão forte, tão intenso, permeia cada uma de nossas atitudes, e isso só já consiste em um milagre. Nossa capacidade de amar é enorme, e se usada continuamente, aumenta e se fortalece, e nos faz querer mais. Gera serotonina na gente, sabe? Quem nem chocolate, com a vantagem de que não engorda, não dá espinhas, não custa dinheiro e o efeito não passa!
E esse milagre na minha opinião está em tudo, nem precisa ser num ato imenso ou altruísta: está quando você prepara um almoço, quando cede a vez para uma pessoa entrar no ônibus, quando passa um batom ou ajeita sua gravata, quando paga suas contas, quando abraça alguém ou quando afaga seu bichinho de estimação. Cada um desses atos está tão cheio de amor - seja para com o outro, seja para consigo mesmo, ou ainda para que a sociedade continue funcionando - que consiste num milagre diário, pelo simples fato de nos dispormos a fazê-los!
Então, volto ao mesmo ponto de alguns dos últimos posts: disponha-se! Ame e permita ser amado. caia de cabeça na vida, mergulhe com vontade nas relações, extraia da vida seus milagres diários. Eles são seus, assim como eu tenho os meus; e quando consegui-los.... divida-os. Você vai perceber que eles ainda podem se multiplicar mesmo tendo acabado de acontecer....

quinta-feira, 12 de março de 2009

Amor no ar....

Não, não é um post de mulher apaixonada. Considere este um post sobre o amor. Porque li um de uma pessoa muita rica de coisas pra contar, que tem um blog que é um encanto. E hoje, ela falava de dor, mas dor por alguém que ela ama demais. E mexeu comigo. E de tarde, eu assisti o filme "No seu lugar", onde as personagens tratam de sua relação de irmãs: intensa, trágica, dolorosa e extrema. Casou uma coisa com a outra, sabe?
Fiquei pensando, matutando aquilo aqui na cabeça e dentro do meu coração. Como dói quando a gente sente dor por amor. Como isso nos mobiliza, e nos encerra grades em tantos outros sentimentos. Como a dor de amor pode nos travar de tal forma, que nem dá para a gente se relacionar com ninguém mais. Não nos tornamos eremitas, mas nos fechamos em regras e antecipações, em critérios e presuposições a respeito do outro, negando a nós mesmos o benefício da dúvida e a possibilidade da confiança gratuita. Isso nos torna, quase sempre, desconfiados e mesquinhos, porque nos damos pela metade nas amizades e relacionamentos.
Posso falar dessa dor com bastante domínio do assunto. Muitas vezes me questionei e fui questionada a respeito de minhas posições, e em intermináveis momentos fui ferida, magoada e até humilhada por pessoas assim, cheias de barreiras emocionais. Claro, criei as minhas próprias barreiras, levantei meu instinto de preservação como uma bandeira, me afastei de muitos, me escondi em minha cama..... não adiantou nada. Nadica. Nem uma vírgula mudou em meu pensamento inicial: confiança é a base das relações. Ela é dada de graça. Por fé e também por conhecimento. E na hora que acontece o contato com o outro. Não é cega, mas se baseia nos seus intintos, e estes, só são bons quando você os usa. O que nos leva novamente a travar relações e confiar.
Outro dia estava vendo uns programas sobre a evolução do ser humano ao longo de sua existência. Sua adaptabilidade ao meio que o cerca, às temperaturas e relevos, aos alimentos que dispõe e ao que mais interferir em sua vida. A gente foi mudando através dos séculos e, até hoje, se precisarmos, até mesmo nossa fisiologia mudará para nos adaptar. Vamos nos virar com o que temos à mão. Viveremos como for preciso viver.
Para chegar a entender o que nos acontece, e para que possamos sobreviver a tudo o que nos sucede, só tem um jeito: nos adaptar. Entender quem é quem, e quem é como, e tirar proveito disso. Assim, podemos viver nossa maior evolução, que é confiar sabendo em quê confiamos. As pessoas são o que são, e por mais que elas se mascarem, um olhar mais atento e minuscioso nos mostra como lidar com elas. As pessoas sempre se mostram, se revelam, mas se você estiver cheio de medo e desconfiança, ou se relacionar de forma pré-estabelecida, nunca poderá aproveitar o momento e desfrutar da riqueza que cada um possui. Sim, porque até os maus têm sua sagacidade, seus momentos de brilhantismo, suas histórias para contar. Se não fosse assim, muitos filmes não teriam recordes de bilheteria!
O que temos que amar nos outros são os outros, por eles mesmos, por suas belezas e por suas feiúras. E até quando nos machucam, não deixam de ser quem são. Então, confiar e estar perto só nos acrescenta, ao passo que se isolar ou criar condições para se relacionar apenas adia momentos memoráveis.... Dói, às vezes. Custa para sarar. Mas aí a gente encontra outra maneira de confiar, ou outra pessoa para amar até doer. É ruim, mas é bom. Se entrega!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Quem é lindo?

Lá vem. Aquele meu mau humor típico, que detona geral, tá vindo com força total. Tá na época, a dita TPM está às portas. Faz parte, e por mais iogurte e melão que eu coma - porque peixes como salmão nem pensar (grana curta!) -, a minha parte "cricri" tende a se manifestar de qualquer jeito. Bem, somando todos os problemas e os hormônios que nos tomam de assalto o mês todo, era de se esperar que as mulheres nunca ficassem sorridentes.... Mas o fato é que nós ficamos. Sorrimos, gargalhamos, fazemos gracinhas e somos o centro das atenções o tempo todo. E não temos (mesmo) nem um pingo de modéstia! E nem é para ter mesmo, somos incríveis!! E ainda aturamos, cedemos, ensinamos e orientamos os homens, e os amamos, integralmente!
Mas meu post não é uma homenagem às mulheres, mesmo que ontem tenha sido nosso dia internacional. É uma bronca. Sabe, meu mau humor me é muito útil na maioria das vezes, porque me faz ver as coisas com uma clareza imensa. Eu recebi estes dias um e-mail "daqueles-que-não-gosto": cheio de imagens de alguma coisa que devemos achar um horror, um absurdo ou algo digno de ser caçoado, e do qual devemos rir e fazer ainda mais piadas. O título era "As mais lindas de 2008". Ah, vocês devem ter recebido....
Então. Meu mau humor não deixa passar. Sou chata, chata, chata, até dizer "chega!", com essas coisas. Há quem diga que não tenho senso de humor, que eu sou insuportável, que eu não tenho noção de nada. Eu, particularmente, nem ligo. Sou daquelas que não assiste programas de humor-deboche, que fazem piadas baseadas nos defeitos (?) ou aparência (?) das pessoas. Daqueles que sacaneiam qualquer um, simplesmente porque a pessoa é o que é. Não assisto e, se vier me visitar, você também não vai assistir aqui em casa.
O fato é que acho isso o cúmulo da falta de respeito e da falta do que fazer. Temos mentes criativíssimas aqui neste país, e tenho certeza que podíamos ter programas, propagandas e tudo o mais com uma qualidade de humor muito melhor. O deboche rende risadas e audiência sim, e o repasse de milhares de e-mails; mas, na minha opinião, é tudo um grande lixo. Não quero aqui afirmar que estou isenta disso. De forma alguma eu negaria que já ri de algumas dessas coisas, ou diria que nunca ri de uma piada infame a respeito de alguém. Sou culpada de levar essa fábrica de horrores à frente, também. Mas eu tento filtrar. O máximo que eu puder. E, voltando ao e-mail que recebi, eu o deletei. Na hora. Eram fotos de pessoas, de gente, que quer seja por vontade e vaidade, quer seja por piada ou quer seja ainda por total falta de percepção do papel que faziam, tiraram suas fotos e as deixaram vazar na rede. Mas é GENTE. Não me vejo rindo até explodir dessas fotos. Muito menos passando adiante, o que acho muito mais horrível do que só rir.
É só dar uma boa passeada no Orkut, por exemplo, que a gente acha perfis de pessoas que parecem não perceber o que fazem ali, e colocam coisas absurdas, que denigrem e tiram seu valor. Pode ser que façam por piada, sim. Mas eu conheço muita gente que faz por pura ignorância mesmo. E, se é amigo meu, eu dou um toque. Porque gosto dele, ou simplesmente porque não custa nada. Eu mesma já tive problemas com minha privacidade em sites, e muita gente também já teve. E muitas outras nunca tiveram. Não tem como saber, nem como prever nada. Mas no geral, somos pessoas, com nossa identidade, nossa moral, nossos costumes, nossas histórias, e devemos ser respeitados por isso. E não tratados como alvo de piadas em e-mails que ficam sendo repassados dia após dia, para milhares de pessoas.
E beleza, numa boa, é o quê? Quem pode dizer que fulana é mais bonita que cicrana? Eu me acho horrível quando estou inchada de sono, mas já escutei que fico uma graça; eu tenho preferências a respeito de beleza masculina, que algumas amigas descartam totalmente e outras concordam integralmente. Uma espinha no rosto pode ser o fim do mundo, mas pra mim nem importa tanto. Então, quem deu o direito a alguém de pegar meia dúzia de fotos e fazer uma mensagem dizendo debochadamente que ali está o que há de pior?
Então, numa boa, tenha consideração com qualquer um, seja lá quem for, e delete esses e-mails. Lembre que podia ser você numa pose indiscreta ou com uma espinha inflamada na ponta do nariz naquele casamento importante que você foi. Ou que podia ser uma foto sua segurando uma cerveja, coisa que você nunca toma, numa festinha, para dar a um amigo seu, isso vai fazer de você a bêbada do ano.... Nada pode fazer tanto estrago quanto uma imagem de um momento que aconteceu e que não era para ser daquele jeito. Ou que a gente tirou achando que ia ficar guardada no fundo da gaveta. Nossa vida hoje é digital, não tem mais privacidade. Precisamos ter um cuidado maior conosco e com os outros. E ajudar a parar esse deboche que corre o mundo tirando nossa beleza e dignidade. Somos GENTE. E isso basta para nos dar valor.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Simples assim?

Dormir. Algo que parece tão simples, e tão viável a todos, é justamente o que me tem sido difícil nos últimos meses. Problemas? Como todo mundo, tenho sim. Preocupação, idem. Nada em minha vida me é indiferente.... infeliz ou felizmente.
Quero tudo lindo e quero bem a todos, mesmo aos que nem merecem meu amor e carinho. Não, estou longe de ser uma pessoa tão boa, tenho um zilhão de defeitos, e também de coisas boas, e nada disso me eleva à categoria de sensacional. Mas o fato é que me dou em demasia às pessoas e às causas, e muitas vezes sem perceber que não resta nem um pedacinho de mim pra que eu mesma possa usufruir. Às vezes, percebo que essa mania, essa condição de doadora compulsiva faz de mim a pessoa que sou, mas em muitos momentos, isso me derruba e me destrói até. Preciso achar o equilíbrio, e isso é fundamental para me manter viva, sã e coerente com tudo aquilo em que acredito.
Mas como se faz isso? Esse tal de equilíbrio, existe mesmo? Por que somos tão extremistas, por que precisamos estar sempre indo de um extremo ao outro, procurando fazer de tudo por alguém ou simplesmente abandonando algo por completo? No meu último post, falei em render-se. Acredito nisso, Não acredito em joguinhos e em estratégias, não sou daquela que fica sem dar bola para o outro correr atrás que nem cachorro. Acredito na sinceridade e na clareza de sentimentos, acredito que quando a gente quer, ou quando não quer, isso deve ser dito. E quando falo em render-se a algo ou alguém, é para fazer isso dentro das minhas ou das suas possibilidades. Nunca além disso, nem aquém. Tem que ser na medida do que se pode, para que a gente não se perca. Isso não é uma escolha fácil, fica-se à mercê do outro, ao sabor do vento por algum tempo. Mas isso passa. Dá certo, ou não dá certo, mas passa. E o melhor de tudo, é que - pelo menos para mim é assim - se sai das situações com a alma lavada, com aquela certeza de que se foi honesta e justa, sem rodeios ou meias-palavras. Ah, sim. Isso não é indolor, viu? É bem difícil se manter fiel à essa premissa, mas eu atesto aqui que vale à pena. E isso, para mim, resume a vida: tem que valer à pena!
Defendo a franqueza, sempre. O equilíbrio, com certeza, vem da honestidade e clareza com que se vê e com que se lida o mundo à nossa volta....
"Tudo o que é verdadeiramente sábio é simples e claro." (Máximo Gorky)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Por algo ou por alguém

RENDER(-SE) - verbo transitivo direto e pronominal
1 obrigar ou ser obrigado a ceder, a capitular; submeter(-se)
2 mover à piedade; comover
3 ter como conseqüência, como efeito; causar, provocar, resultar
4 dar bom resultado; prosperar
5 pôr à disposição ou propiciar a; prestar, dispensar, oferecer
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Assisti agorinha o filme "O Segredo de Brokeback Mountain". Fiquei pensando no que assisti. A única coisa que me vem à mente nesse momento, por todo aquele sentimento e toda frustração que aquele amor dos personagens passa - e que me traz também à memória os momentos em que nos travamos em nossos próprios amores e sonhos - é essa: render-se. Renda-se ao que sente de bom, que te enche de alegria, que te afaga o coração. Isso é o que nos faz mais verdadeiros e, com certeza, nos leva à uma expectativa e futuro melhor. Para tudo.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Deliciosas bobagens de adolescente!!

ADEQUAR - verbo bitransitivo e pronominal
1 tornar(-se) ajustado, adaptado a; amoldar(-se)
2 tornar(-se) conveniente ou oportuno a
3 pôr(-se) ou estar em harmonia; combinar
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Atualmente, percebo que venho resgatando algumas fases da minha vida que, por um motivo ou outro, passaram por mim mas não foram aproveitadas de fato; algumas essenciais, outras apenas interessantes. Como andar "em bando", com amigos muito queridos, e ir pra todo canto junto, rindo, conversando, paquerando, arrumando diversão em qualquer coisa, até na falta do que fazer. E fazer graça de só ter R$5,00 no bolso, e de ter que dividir uma lata de cerveja entre 3 pessoas. Bobagem? Eu não vejo assim.
Se por algum motivo eu não vivi isso quando era uma garota, o que me impede de fazê-lo agora? Que regras ou imposições determinam que há um período fixo para determinadas experiências? E quem, afinal, diz pra gente que "se viveu, viveu, senão esquece, já passou da hora"?? Bem, essa criatura é a dita sociedade, que insiste em nos rotular ou padronizar no intuito de "facilitar" as coisas, para que tudo aconteça no seu devido tempo. Mas aí, bem aí, existe um paradoxo: se nossas experiências e vivências são diárias, constantes ao longo da vida, para nos fazer aprender e crescer - e esse processo nunca termina, pois daí estaríamos sendo prepotentes ao dizer que já vivemos e sabemos de tudo -, por que não podemos ter quaisquer dessas experiências em qualquer momento, independentemente de nossa idade?
A busca interminável pela aceitação e pelo sucesso nos força a estabelecer períodos de tempo para sermos perfeitos e realizados em cada campo: família, trabalho, bens materiais, relacionamentos e etc. Já falei disso aqui e torno a falar: impossível. Eu vivo todos os dias com o peso de ter meus 35 anos e não ter quase nada dessa lista realizado. Me cobrei por anos - e botem anos nisso! - e não ganhei nada com isso. Só a frustração, claro. E alguns muitos cabelos brancos.
Mas a sensação libertária de meu primeiro porre (!!), há poucas semanas atrás, me trouxe de volta à mente que não é "naaaada diiiisso". Minha vida segue da forma que minha alma e meu coração necessitam; não posso adiantar nem boicotar fases, pois preciso de cada tanto de ar que tem lá fora para me encher devida e me dar fôlego para as decisões diárias, que me seguem e me empurram vida à frente.
Então, que venham os surtos de adolescente ou as manias de velha. Desde que me sirvam para me fazer plena e feliz, está valendo!
Beijos estalados para a "Massa do Bolinho", meus amiguinhos queridos que me resgatam o sorriso todos os dias!
Rê, amiga linda, boa recuperação! Vc é fundamental nessa nova fase da minha vida!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Do que se perde.

Eu lembro. Sempre me lembro do que perdi. Do que passou e do que tá passando agora, e de cada sentimento ligado à essas lembranças. Do que começa de uma perda e do que termina com ela. De todas as conseqüências disso, e do que isso me tornou. Pois bem. Faz-se o quê com isso?
Esse último ano limpou meu caminho. É incrível pensar que perder, ter tudo levado embora, pode fazer a gente feliz.... É como quando se tem que arar um pedaço de terra, tirando tudo que estava na superfície dele e revolvendo pedras e raízes antigas, para o solo voltar a ser fértil, e a dar fruto e flores, gerando vida e alimento novo.
Quando se tem a terra limpa e fértil, é preciso muito cuidado pra saber o que colocar lá. Afinal, tanto trabalho, e a gente vai melar com tudo? Depois que tá tudo limpinho, vamos deixar cair qualquer semente, qualquer sujeira? Nada disso! A vontade que dá de colocar lá coisas novas é tão grande quanto a tentadora vontade de jogar aquelas que achamos que sabemos lidar, que achamos que podemos controlar e prever o resultado. Já fiz isso antes, deixa que eu posso fazer de novo!
Engano seu. O que já passou na sua vida e na minha, de bom e de ruim, passou. O que vem agora precisa ser novo, pelo menos deve ser encarado de forma nova, porque não somos mais o que éramos ontem. Hoje é outro dia, ganhamos algumas horas e momentos, nos foi acrescentado mais um pouco de vida. Isso nos modifica o tempo todo,e não tem volta. Falou o que não devia? Isso agora faz parte de você. Foi naquele lugar bacana? Isso também é seu agora. Tudo, cada milionésimo de segundo contribui para nos tornar as pessoas que somos, e a cada instante somos novos, outros. Então, as escolhas, as perdas, as atitudes, cada passo e respiração deve ser vista como uma oportunidade, porque nos renova instantaneamente.
Em muitos momentos fico pensando naqueles dias em que dormi demais, ou "não fiz nada", ou deixei de ligar para alguém ou de escrever aqui no blog. Por muito tempo, vi esses momentos com de perda absoluta, como se não servisse para nada, como se me desmerecesse como pessoa, ou como profissional, ou como amiga ou aspirante à escritora. Mas não! Eles também fazem parte da pessoa que me torno todos os dias, e aquela que os amigos ou colegas de trabalho conhecem e identificam quando encontram. Essa sou eu, em toda a minha formosura (rsrsrs....)!
Então, aprendi: para cada momento, suas coisas. Ou seja, o que quer que vc faça, ou deixe de fazer, estará fazendo parte de você. Para o bem ou para o mal, e é com isso que temos que ter cuidado. Fazer escolhas corajosas e éticas pode ser a solução, ou escolher as divertidas, mas tudo de acordo com o que se vive naquele instante. O importante, no final, é entender que tudo conta. E meter as caras, viver à sua altura, é, à altura da pessoa que você é e pretende continuar sendo. Ou se tornar, já que toda mudança é sempre possível!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Beba água.

Ah, essa tal ansiedade.... Essa sujeitinha que fica azucrinando a cabeça da gente, nos fazendo perder a calma e adiantar os passos, como se correndo, as coisas fossem acontecer mais rápido....
Estive pensando sobre minhas resoluções - que escrevi no post anterior - e que, falando nisso, devo dizer que valem para o ano todo, inclusve para os próximos que virão. Ontem eu estava lendo um texto escrito por um pastor da Presbiteriana, que falava entre outras coisas do Ano Novo. E ele falava uma grande verdade: essa data não tem nada de mágica. Nadica mesmo. A gente a transforma em algo imenso, e parece que tudo vira obrigação: começar uma nova dieta, resolver as brigas de família, arranjar um namorado perfeito (!!!), procurar um emprego que pague bem e te faça trabalhar o mínimo, e estar absolutamente feliz, só porque é final de ano. Quem disse?
Isso tudo, claro, culpa da tal ansiedade, da nossa vontade louca de agradar a todos e de parecer bem, como se o dia sempre estivesse ensolarado na medida certa, com algumas árvores e boa sombra em volta, um banquinho lindo (daqueles de filme) e um belo sorvete de nosso sabor preferido nas mãos. Ou será culpa nossa? Somos nós que deixamos a ansiedade bater, ou ela vem assim mesmo, sem avisar, e vai entrando, sem pedir licença?
Somos movidos pelo desejo, o tempo todo, na minha modesta opinião. Ah, muito hormônio no corpo, não tem como não ser assim! Eles nos fazer acordar, dormir, comer (inclusive fora de hora), rir, chorar, um mundo de desejos fluindo pelo corpo, incontroláveis na maioria das vezes! Nos impelem a buscar nosso espaço no mundo, e a nos esconder quando algo não dá certo. Mas o problema, nisso tudo, é o timming. Ir de um extremo a outro de nossos desejos requer alguma cautela, pelo menos um planejamentozinho, vá lá. E a gente faz isso? Não. Culpa da ansiedade.
Use sua sensiblidade, ela está aí dentro de você esperando para ser usada. Ela pode te dizer quando é "o momento", como se fosse aquea vozinha te falando "agora!!" ou "espera..." Assim vai ficar bem mais fácl se segurar e não correr demais na hora errada. Lembra do Grilo Falante? Pois é.
Para resolver essas crises, você pode escolher: em filmes e seriados americanos, vemos esses ataques de ansiedade serem controlados com aqueles saquinhos de papel. A pessoa fica respirando dentro do saquinho, até o desespero passar. Tem gente que fecha os olhos ese encolhe num cantinho escuro, tem gente que faz a sesta. Mas sejamos práticos, afinal, moramos um país tropical: toma um copo d'água! Água faz bem para a pele, para a digestão, para o humor, acalma, limpa e refresca. (Ainda) é de graça, e tem em quase todo canto. Então, bebe água!! Aproveite! ; )

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Resoluções!!

RESOLUÇÃO - substantivo feminino
ação ou efeito de resolver(-se)
1 meio pelo qual se decide um caso duvidoso, uma questão
2 capacidade de decidir, de demonstrar engenho para resolver problemas; expediente, deliberação, propósito
3 decisão tomada após deliberação
4 transformação, conversão, mudança
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Em meio aos morteiros que as pessoas soltaram loucamente aqui na rua, em meio ao som de músicas variadíssimas - de Roberto Carlos a Cindy Lauper, de Portela a Zezé de Camargo e Luciano - eu virei meu ano pensando no que queria pra 2009, quais seriam minhas "resoluções de ano novo". Fiz uma listinha básica e curtinha, porque eu sei que, se passar de 10 itens, já era, a gente não cumpre mesmo. 5 itens, dependendo de quais sejam, já custa....
Resolução 1
Beber água. Por algum motivo, virei o ano de copo na mão, bebendo água feito louca. Não, eu não tava bêbada. E também não, eu não sou fã de água. Mas sei que faz bem, ajuda os rins, melhora a pele e o humor, e blá-blá-blá.... Então, já que eu estou bem crescidinha, vou beber mais desse precioso líquido. E olha, isso pra mim é um esforço!! Acreditem!
Resolução 2
Rir mais, abraçar mais, fazer novos amigos.... conselhos de sachês de açúcar União, mas que estão certíssimos. Ou seja, ser mais feliz, curtindo cada pedacinho da vida. Essencial para respirar melhor e ficar mais leve. Até a pele melhora!
Resolução 3
Amar muito, mas primeiro eu!! Tá comigo!!
Resolução 4
Deixar os problemas para mais tarde, e deixar de ser imediatista. Que saco! Onde tá escrito que a gente precisa resolver tudo no mesmo minuto?
Resolução 5
Viajar mais. Tô sem grana? Pego a barca e vou ali, para Paquetá!! Se tiver um dinheirinho a mais, vou para Petrópolis, e com dois dinheirinhos, vou até Paraty! Quem sabe, juntando muitos dinheirinhos, não chego na cidade do meu coração, Paris?
Resolução 6
Aprender a fazer o bacalhau e o pão-de-ló da família! Já que só deu tempo de aprender as rabanadas e a galinhada da minha vó portuguesa, vou catar as receitas com pessoas e minha família e completar a tradição!! Ah, sim, isso quer dizer que vou também cozinhar mais, coisa que me dá um prazer imenso!
Resolução 7
Trabalhar muito. Mas gerando resultado, fazendo sucesso, recebendo elogios. Não trabalhar por trabalhar, nem trabalhar só por dinheiro e estabilidade. Que papo é esse de ralar para ter grana, e a satisfação ficar por último? Se fosse para ser assim, a gente não escolhia a faculdade ou o que quer estudar, né? Se a gente escolhe nossa profissão, por que não escolhe o emprego? Claro, não cai do céu, mas planejar para estar onde se que estar, projetando a carreira, é algo ao alcance de todos. Vou fazer isso para mim!
Resolução 8
Ficar triste. Como disse lindamente para mim uma amiga muito inteligente, "quem disse que a gente tem que estar feliz no Natal e no Ano Novo?" Realmente, nessas datas e em outras especiais, por que a gente teria que estar necessariamente feliz? E no dia-a-dia, não pode chorar as pitangas, as perdas? Sim, sim, pode sim! Não estou falando para sermos infelizes, mas para darmos ao choro seu momento de acontecer, porque há tempo para tudo na vida: tempo de rir e de chorar, de plantar e de colher.... Um passo de cada vez, uma emoção por vez!!
Resolução 9
Andar de bicicleta!! Minha magrelinha (Caloi 10!) finalmente está aqui, na casa nova. Só falta parar de chover.... ou eu comprar uma capa! Faz bem para a alma, liberta a gente da preguiça, fortalece as pernas! Bom poder ir até onde dá para chegar pedalando..... e não tem limite para isso!
Resolução 10
Dançar loucamente pela casa, com todo tipo de música que for possível! De ABBA a Elvis, de Daniel a Jota Quest, de Madonna a RPM!! Tem coisa melhor, e que dê para fazer sozinha, em qualquer lugar??
Resolução 11
Voltar a costurar. Por prazer, para fazer um favor a alguém, para ganhar um dinheiro extra, para fazer coias lindas para minha casinha nova, enfim.... porque eu adoro costurar!!
Bem, essa é minha lista. Quem quiser praticar esses itens comigo, está convidado e é bem-vindo. Quem tiver alguma resolução porreta, ou facinha, me manda!
FELIZ 2009!!!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Quase lá!!

Feliz Ano Novo para mim, para vcs e para o mundo todo! Comemorem de todo jeito, viu?
FELIZ 2009!!

Pausa para tirar a areia... e mergulhar de novo!

Confesso. Depois de achar realmente que ia apertar o "play", com toda a energia que tinha absorvido no show, tomei um "caixote". Um daqueles que não se espera - embora, de fato, eu acredite que a vida é uma seqüência de coisas que vão se dando em diversos níveis, e que a gente devia mesmo é estar preparado pra tudo - e fiquei perdida num mar revirado, cheia dessas ondas enormes que rolam a gente até a areia e fazem a gente beber muita água salgada... Por isso não escrevi aqui esses dias, por isso dei uma sumida. Por isso também, meu Natal não aconteceu, quero dizer, ele foi meio paradão. Faz parte.
Pois bem. O caixote me pegou de surpresa, me arrancou de minha recente disposição de agir, me abriu em lágrimas, me enfraqueceu por alguns dias, um tempo considerável. Eu realmente não sei o que fazer com o monte de água salgada que engoli, que me deixou de garganta ardendo e arranhando, que estragou meu humor e meus planos de festa. Nem como tirar toda essa areia do cabelo, e do corpo, e de sei lá mais onde. Bem.... só espero que isso passe. Sim, que passe. Por quê? Não tenho o que fazer disso. Se tomamos um tombo, resta algo, a não ser passar "merthiolate" nos arranhões? Adianta xingar o meio-fio ou a pedra onde a gente tropeçou? Ou deixar de sair na rua? E pro caixote... cadê o chuveirinho da praia mesmo? Vale à pena deixar de ir à praia por causa das ondas e da maré?
No amor, esse imenso mar em que sempre entramos, vale tudo: boiar, nadar "cachorrinho", dar grandes braçadas ou mergulhar para catar conchinhas. Acredito que entrar no mar é pra quem tem coragem e bom senso, para considerar as milhares de possibilidades, ondas, correntes e buracos que tem lá. E ir aprendendo com ele. A gente nasce da água, somos nadadores inatos, nascemos sabendo nadar - e amar. Cabe a nós escolher o que fazer dessa habilidade. Eu prefiro continuar nadando, porque nesse mar eu me renovo todos os dias!!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Tempo de Madonna!

Ah... eu fui. Eu queria muito, não tinha grana, mas uma amiga muito doida me carregou com ela (valeu, Flavinha!!). E lá fomos nós!! Debaixo de uma chuva torrencial - que começou noexato momento em que o palco explodiu e a diva apareceu, em seu trono, muito apropriado, diga-se de passagem - e de celular fraquinho em punho, lá estava eu, animada, encantada, pulando feito doida. Não, não foi só pelo show. Foi por ela..... quanta energia!!
Eu sempre via Madonna na tv, e até falava: quando eu crescer, quero ser igual a ela. Sim, porque independentemente das críticas, ela tem um corpo e uma agilidade de fazer corar as ginastas de olimpíadas. Ainda que dançando num palco bem molhado, com direito a tombos e escorregões, a diva pop deu um show, e nada do que eu descreva aqui poderá explicar o que ela é no palco.
Mas não foi só a energia que me contagiou. Foi tudo: a eletricidade que ela passa, o profissionalismo incrível (já viram diva secando o palco com toalha para seus bailarinos não caírem como ela?), o excepcional humor e o controle absoluto da platéia. Ah, a platéia, quase todos vindos dos 80's e produzidos, desde "Like a Virgin" até "Candy Shop"! Uma gritaiada, uma loucura. E a chuva, puxa, todos ensopados e exultantes, efeito que só um baita show é capaz de gerar. Saímos de lá, eu e minha amiga, enebriadas e elétricas, cansadas mas realizadas.
Na volta do Maraca - foi minha primeira vez lá também, uma loucura - fiquei pensando no que tinha assistido. Em boa parte do show, três conceitos eram claros: TEMPO, AMOR E DIVERSÃO. E isso ficou martelando em minha cabeça, já que eu, do alto de meus 35 anos, estou procurando respostas pra uma série de questões, como escolha, meta, foco e realizações. Lembrei de meus momentos em casa, desestimulada e preguiçosa, vendo tv e sem ânimo para fazer coisa alguma. Claro que é uma correlação bem bizarra - bem coisa minha - mas aquela mulher dançando loucamente no palco e eu de pijama em casa? Entendo que todos nós chegamos em momentos de encruzilhadas e dúvidas, de questionamentos a respeito de nossas atitudese realizações, mas pijaminha e pena de si mesmo não dá. Não quando o mundo está acontecendo lá fora, não quando as contas continuam chegando por debaixo da porta de casa, não quando a Madonna tá no palco dando o melhor de si e viajando o mundo todo para isso! Sabe? Fiquei com dó de mim, mas esse beliscão pop (!) me acordou. Estava cochilando para a vida, e agora percebo que tá na hora de acordar....
"If you want it
You already got it
If you thought it
It better be what you want
If you feel it
It must be real just
Say the word and imma give you what you want"
("4 Minutes" - letra de Justin Timberlake)
Sim, eu gostava de Madonna desde pequenininha. Mas agora gosto ainda mais. E continuo querendo ser igualzinha a ela quando crescer!!